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Sala de Crise do Paranaíba inicia suas atividades com avaliação do armazenamento de água na bacia

por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 24/03/2020 19h42 última modificação: 27/03/2020 19h54
Rubens Pontoni / Banco de Imagens ANA Rio Paranaíba (MG)

Rio Paranaíba (MG)

Para acompanhar a situação das reservas de água da bacia hidrográfica do rio Paranaíba, identificar potenciais divergências entre os diferentes usos do líquido e promover a segurança hídrica na região, a Agência Nacional de Águas (ANA) promoveu a 1ª Reunião da Sala de Acompanhamento do Paranaíba nesta terça-feira, 24 de março. Essa instância foi criada pela ANA em articulação com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH PARANAÍBA). 

Neste primeiro encontro, realizado por videoconferência, houve um nivelamento sobre a situação dos reservatórios da bacia, a principal do Subsistema Sudeste do Sistema Interligado Nacional, com 38,59% de contribuição segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Nela estão os reservatórios das usinas hidrelétricas de Nova Ponte (MG), Emborcação (GO/MG) e Itumbiara (GO/MG), entre outros. 

Durante a 1ª Reunião, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) apresentou o monitoramento meteorológico da bacia. O ONS fez uma avaliação das condições hidrológicas e de armazenamento do rio Paranaíba entre 2019 e 2020, enquanto a ANA abordou a situação e perspectivas da operação dos reservatórios da bacia. Também participaram representantes de órgãos gestores de recursos hídricos, CBH PARANAÍBA, setores usuários de água, entre outros. 

A ANA coordena salas de acompanhamento para monitorar a situação em bacias sem secas ou cheias instaladas, como é o caso das salas do Paranaíba e do Sistema Hídrico do Rio São Francisco. Onde esses eventos hidrológicos críticos estão presentes e colocam em risco os usos múltiplos da água, a Agência realiza salas de crise. É o caso da sala do Madeira, em função da cheia; e das salas das bacias do Tocantins e do Paranapanema, devido ao déficit hídrico. Também está em funcionamento a Sala de Crise da Hidrovia Tietê-Paraná por questões de operação dos usos da água, como geração hidrelétrica e navegação. 

Após as reuniões, os vídeos são disponibilizados no canal da ANA no YouTube: www.youtube.com/anagovbr. A situação de algumas das principais bacias hidrográficas do Brasil também pode ser acompanhada pelo site da Agência Nacional de Águas em: https://www.ana.gov.br/sala-de-situacao

Bacia do Paranaíba 

O rio Paranaíba, cuja nascente fica no município de Rio Paranaíba (MG), na Serra da Mata da Corda, percorre 1160km até sua foz, no encontro com o rio Grande. Neste ponto os dois cursos d’água formam o rio Paraná. A bacia do Paranaíba tem mais de 8,5 milhões de habitantes que vivem predominantemente em áreas urbanas num total de 197 municípios de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal. Localizada no Planalto Central, a bacia possui usos da água para diferentes atividades econômicas e consumo humano, além de usinas hidrelétricas importantes para o Sistema Interligado Nacional.

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas (ANA)
(61) 2109-5129/5495