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Sala de Crise do Pantanal inicia acompanhamento da seca na região

por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 23/09/2020 19h36 última modificação: 23/09/2020 19h36
Zig Koch / Banco de Imagens ANA Rio Paraguai no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Rio Paraguai no Pantanal de Mato Grosso do Sul

Para identificar medidas de resposta aos impactos da seca na Região Hidrográfica do Paraguai, em termos de gestão de recursos hídricos, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) instalou a Sala de Crise do Pantanal nesta terça-feira, 22 de setembro. A 1ª reunião aconteceu por videoconferência e possibilitou o nivelamento de informações sobre a seca que está ocorrendo na região e o prognóstico de chuvas para as próximas semanas.

A próxima reunião da Sala de Crise foi agendada para 1º de outubro, pois os usuários de água e os entes responsáveis pela resposta aos efeitos da seca no Pantanal demandam informações detalhadas e em tempo hábil sobre as condições observadas e sobre os prognósticos para a região.

Além dos membros da Diretoria Colegiada da ANA e outros servidores do órgão, participaram da 1ª reunião representantes de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do governo federal ligados aos temas de: gestão dos recursos hídricos, meio ambiente, saneamento, proteção e defesa civil, monitoramento e previsão climática, pesquisa agropecuária, navegação e geração de energia. Também estiveram presentes membros de conselhos e associações de usuários, além de parlamentares dos dois estados.

Desde 2010, a região tem tido chuvas abaixo da média. Especialmente no ciclo hidrológico de 2019-2020, o período de chuvas foi mais desfavorável e chegou a aproximadamente de 70% da média esperada entre outubro de 2019 e o momento atual. Apesar das chuvas dos últimos dias, a projeção apresentada é de que as condições de seca permaneçam pelas próximas três semanas. A formação do fenômeno La Niña também vem sendo observada e ele pode se estender até o início de 2021, o que pode retardar o início das chuvas na região.

Os impactos dessa seca podem ser observados no nível de afluentes e em alguns pontos do rio Paraguai. Em algumas estações de monitoramento, os níveis registrados estão abaixo do normal para este período do ano. Isso tem se refletido sobre os usos da água, sobretudo no que se refere às condições de navegação. Captações para sistemas de abastecimento de água, como para a cidade de Corumbá (MS), também se aproximam de níveis de risco e demandam medidas de adaptação.

Durante a reunião, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que emite alertas hidrológicos na bacia, informou que passará a cobrir pontos de interesse para a segurança da navegação em seu monitoramento sistemático.

Região Hidrográfica do Paraguai

A Região Hidrográfica do Paraguai ocupa 4,3% do território brasileiro (363.446km²), abrangendo parte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que inclui a maioria do Pantanal, maior área úmida contínua do planeta. Os principais cursos d’água são: rio Paraguai, Taquari, São Lourenço, Cuiabá, Itiquira, Miranda, Aquidauana, Negro, Apa e Jauru.

Na RH do Paraguai moram 2,39 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo 87% em áreas urbanas. A maior das 78 cidades da RH do Paraguai é a capital de Mato Grosso: Cuiabá. Outras cidades também possuem contingente populacional significativo, como: Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Corumbá (MS), Cáceres (MT), Tangará da Serra (MT) e Aquidauana (MS). Apesar de Campo Grande não estar localizada dentro da RH do Paraguai, a capital sul-mato-grossense exerce influência socioeconômica sobre ela.

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
(61) 2109-5495/5103/5129