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Próxima reunião da Sala de Crise do São Francisco terá apresentações sobre situação da água do rio Paraopeba

por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 18/02/2019 17h38 última modificação: 20/02/2019 17h31
Anna Paola Bubel / Banco de Imagens ANA Rio São Francisco (AL)

Rio São Francisco (AL)

Nesta segunda-feira, 18 de fevereiro, na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, aconteceu a reunião da Sala de Crise do Rio São Francisco para avaliar a situação dos reservatórios da bacia. Durante o encontro, ficou pactuado que a próxima reunião da Sala de Crise, em 25 de fevereiro, terá um espaço dedicado a apresentações sobre a situação da qualidade da água do rio Paraopeba, afluente do Velho Chico impactado desde 25 de janeiro pelo rompimento da Barragem I em Brumadinho (MG).

Além da avaliação hidrometeorológica e de armazenamento da bacia do São Francisco, que são realizadas nas reuniões da Sala de Crise do São Francisco, a ANA e o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) apresentarão informações sobre o monitoramento qualitativo do rio Paraopeba e sobre o deslocamento da pluma de rejeitos da barragem de Brumadinho pelo rio mineiro.

Na reunião desta segunda, a vazão defluente do reservatório de Xingó foi mantida no patamar de 700 metros cúbicos por segundo. Este patamar de operação foi mantido pelo fato de as previsões para o fim do período chuvoso na região, em 30 de abril, apontarem para um volume útil abaixo do esperado (50%) para o Reservatório Equivalente do São Francisco, que é formado por Três Marias (MG), Sobradinho (BA) e Itaparica (BA/PE). Em 17 de fevereiro, este conjunto de reservatórios acumulava 43,33%, sendo que há um ano o armazenamento era de 20,61%. 

O parâmetro de 50% do volume útil do Reservatório Equivalente do São Francisco foi determinado na reunião da Sala de Crise em 21 de janeiro, sendo que previsões de volumes inferiores aos 50% ou a diminuição das afluências aos reservatórios do Velho Chico podem levar à revisão do patamar de operação em Xingó. 

Atualmente a vazão defluente mínima autorizada para os reservatórios de Sobradinho e Xingó é de 550m³/s, mas em Xingó a operação está no patamar de 700m³/s. A primeira autorização para a prática desta vazão foi dada pela ANA por meio da Resolução ANA n° 1.291, de 17 de julho de 2017, e prorrogada pelas resoluções n° 1.943/2017nº 30/2018nº 51/2018 e nº 90/2018 – esta última autoriza a vazão mínima defluente até 31 de março deste ano. Este foi o menor patamar médio já adotado em Sobradinho desde sua construção em novembro de 1979.  

A bacia do São Francisco passa por seca desde 2012, maior período contínuo do fenômeno já registrado na região. Por isso, desde abril de 2013, os reservatórios de Sobradinho e Xingó vêm operando com uma defluência mínima abaixo da praticada em situação de normalidade: 1300m³/s. O objetivo desta medida é assegurar a reservação e a segurança hídrica na bacia.  

Rio São Francisco 

O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG), e chega à sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800km, passando por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O Velho Chico é o rio 100% nacional com maior extensão. A bacia possui 503 municípios e engloba parte do Semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% desta região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco.

 

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas (ANA)
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