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Hidrelétrica de Jurumirim mantém defluência reduzida para 60m³/s para preservar volume armazenado

por Raylton Alves - ASCOM/ANA publicado: 14/11/2019 22h31 última modificação: 14/11/2019 22h42
Raylton Alves / Banco de Imagens ANA

Nesta quinta-feira, 14 de novembro, a Sala de Crise do Paranapanema se reuniu na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, para avaliar as condições de armazenamento dos reservatórios da bacia do rio Paranapanema. Durante o encontro, que também teve participações por videoconferência, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) informou que prorrogou a autorização para a empresa CTG Brasil, operadora da hidrelétrica de Jurumirim, manter a defluência reduzida de 60m³/s pelos próximos seis meses. A autorização venceria nesta sexta-feira, 15 de novembro. 

Jurumirim teve uma redução de 147 para 60m³/s da vazão mínima liberada pela barragem. O pedido foi motivado pela redução dos volumes armazenados nos reservatórios da bacia do rio Paranapanema provocada por chuvas e vazões abaixo da média, entre outros motivos. A medida busca recuperar parte do armazenamento até o fim deste mês. Em 14 de novembro, a hidrelétrica acumula 16,18% de seu volume útil, menor volume registrado nesta época do ano desde 2010. O rio Paranapanema passa por São Paulo e Paraná e tem suas águas geridas pela Agência Nacional de Águas (ANA). 

A decisão para diminuir o volume liberado pelo reservatório partiu da Sala de Crise do Paranapanema, na reunião de 8 de novembro, e teve início no último dia 11. O próximo encontro da Sala está marcado para 22 de novembro, às 10h, para reavaliar a situação da bacia hidrográfica. Desde março, o grupo acompanha o quadro da bacia do Paranapanema. A Sala de Crise conta com representantes da ANA, de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos do Paraná e de São Paulo, do Operador Nacional do Sistema Elétrico, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranapanema, de usuários de água, dos órgãos ambientais envolvidos, dentre outros. 

Desde 7 de março, como forma de dar transparência à situação do Paranapanema, a ANA passou a emitir um boletim diário de acompanhamento da bacia, que pode ser acessado no site da Sala de Situação da ANA

UHE Jurumirim 

A usina hidrelétrica Jurumirim começou a operar em 1962 perto dos municípios de Piraju (SP) e Cerqueira César (SP) para regularização do rio Paranapanema e abastecimento de energia para a região do Médio Paranapanema. Com potência instalada de 100,9MW, este aproveitamento hidrelétrico possui um reservatório com capacidade para acumular 7,2 trilhões de litros d’água e abrange uma área inundada de 449km². A empresa CTG Brasil opera a usina e sua concessão vai até 2029. 

Bacia do Paranapanema 

O rio Paranapanema nasce na Serra Agudos Grandes, em Capão Bonito (SP) e percorre 929 km até desaguar no rio Paraná. O curso d’água é usado para abastecimento, irrigação, navegação, geração de energia elétrica, criação de peixes, lazer, entre outros usos. Mais do que uma divisa entre Paraná e São Paulo, o rio Paranapanema é um eixo de integração entre duas regiões homogêneas em termos de identidade social, cultural e econômica. 

A bacia do Paranapanema abrange o sul de São Paulo e o norte do Paraná com uma área de 106.554,534km², 247 municípios (115 em São Paulo e 132 no Paraná) e população de mais de 4,7 milhões de habitantes. Do Produto Interno Bruto (PIB) total dos municípios da bacia (R$ 76,5 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2011), aproximadamente 24% (R$ 18,3 bilhões) referem-se às atividades industriais, 13% (R$ 10,1 bilhões) à agropecuária e 63% (R$ 48,1 bilhões) aos serviços. 

Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas (ANA)
(61) 2109-5129/5495