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Senado aprova para ANA nome que rejeitara antes

por O Globo publicado 07/05/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h41
Rejeitada no plenário do Senado por 26 votos a 25 em dezembro passado, a indicação de Lula de Paulo Rodrigues Vieira para o cargo de diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) acabou aprovada há pouco no no Senado por 28 votos contra 15 e uma abstenção.

Rejeitada no plenário do Senado por 26 votos a 25 em dezembro passado, a indicação de Lula de Paulo Rodrigues Vieira para o cargo de diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) acabou aprovada há pouco no no Senado por  28 votos contra 15 e uma abstenção.

O nome de Vieira foi sugerido a Lula pelos Senadores José Sarney (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Gim Argelo (PTB-DF) e o deputado Sandro Mabel (PR-GO). E também por uma amiga de Vieira, Rose, secretária da presidência da República em São Paulo.

No final de novembro último, o então ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, havia sugerido à Casa Civil a indicação de Vicente Andreus para Diretor-Presidente da <b>ANA</b>, e a de João Gilberto Lotufo e Gisella Damm Forattini para diretores, todos técnicos com respeitáveis currículos.

Na dia oito de dezembro, Minc foi informado pela Casa Civil que deveria abrir mão de um dos nomes.

Obediente, Minc excluiu o de Gisela. No dia seguinte o Diário Oficial registrou os dois nomes remanescentes e o terceiro desconhecido de todos no ministério - Paulo Vieira, afilhado da turma mencionada acima.

Seria mais um cargo para saciar o apetite insaciável da chamada base de apoio do governo e garantir o que Lula chama de "governança".

Bem, mas aí o nome de Vieira dançou quando foi votado no plenário do Senado.

Aí, hoje, o nome dele foi novamente votado e aprovado.

O que o Senado rejeita e manda arquivar não pode simplesmente ser desarquivado e outra vez votado. É o que diz o regimento interno do próprio Senado.

Mas quem está interessado nisso?

Governo com maioria no Congresso faz o que quer - e fica por isso mesmo.

Atualização das 19h48 - Do senador Demóstenes Torres, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado:

-  Houve um recurso na CCJ contra a rejeição [do nome de Vieira], eu dei parecer contrário, dizendo que a votação [que o rejeitara] tinha sido perfeita e não tinha nada a ser impugnado. Houve dois precedentes de anulação de votação: uma de decisão de toda a Mesa, e outra do colégio de lideres. Agora o Sarney decidiu fazer por conta e obra dele, sem acordo de lideres ou da Mesa, só consultando o plenário. Isso foi ridículo, o plenário não pode anular uma votação perfeita e acabada e já publicada.

Texto:O Globo