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SEMARH monta sistema de alerta para monitorar as chuvas e o volume dos rios

por Fonte: Alagoras em tempo real publicado 05/07/2010 00h00, última modificação 15/03/2019 09h19
Ampliar fotoApós passar o momento de emergência, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), junto com a Agência Nacional de Águas (ANA) montaram uma rede de alerta (que é acompanhada em tempo real) para monitorar as chuvas e o volume dos rios. Este trabalho servirá, inclusive para a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.
Secretário Alex Gama quer medir frequência de acontecimentos e definir plano de contenção de cheias
 
Ampliar fotoApós passar o momento de emergência, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), junto com a Agência Nacional de Águas (ANA) montaram uma rede de alerta (que é acompanhada em tempo real) para monitorar as chuvas e o volume dos rios. Este trabalho servirá, inclusive para a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.
 
Além do sistema de alerta, a secretaria está trabalhando para fazer um mapeamento das áreas de inundações para diversos tempos de retorno desses fenômenos. Segundo o secretário Alex Gama, o que acontece na natureza é que essas chuvas são repetitivas, e a de menor intensidade, ou seja, que tem mais freqüência é o que causa menos problema. “Tem um nível do rio que é aceitável. O tempo de retorno desse evento (referindo-se à última enxurrada) que aconteceu são maiores, são eventos que acontecem um a cada 50 e até 100 anos, então as pessoas normalmente esquecem que eles existem”, explica Gama.
 
A Semarh está fazendo um trabalho de mapear essas linhas principalmente para acontecimento como esse, e também linhas para eventos de 50 a 20 anos; além de definir um planejamento de ocupação de solo dos municípios e por ultimo um projeto para contenção de cheias.
 
Já houve diversas reuniões com a Secretaria de Infraestrutura do Estado, Governo Federal e o Estado de Pernambuco, a fim de criar soluções. A proposta é criar uma barragem que irá segurar essas cheias com capacidade de grandes inundações. “O grande problema é o volume de água que traz a onda de cheia que tem que segurar o abastecimento. Esse volume fica sendo liberado aos poucos”, esclarece Gama. Ainda não se sabe a previsão de inicio da execução desse projeto, uma vez que não depende tão somente da secretaria. “A Semarh faz os estudos, projetos e a Seinfra a executa”, conclui Gama.
 
Questionado sobre a possibilidade de se ter mais chuvas como as que aconteceram, Gama disse que há previsão, mas não tão intensa. “A natureza é assim, não estava previsto aquele evento, o que se esperava eram chuvas um pouco acima da média, era o que os metereologistas previam. Esperávamos que as chuvas que iam cair fossem distribuídas, mas o que aconteceu foram chuvas acima da media com evento extremo”, explica.
 
Ainda segundo Gama, as águas que desceram pelos rios foram para o rio Manguaba, passando pelo mar e em seguida caiu para o oceano, o que explica porque ultimamente, em alguns dias, a água do mar, como pode ser observado na Praia da Avenida, adquire uma cor de barro, ao invés do azul cristalino costumeiro.
 
Segundo o superintendente de Administração da Rede Hidrometeorológica da ANA, Valdemar Guimarães, no momento está sendo feito uma avaliação de cada local que foi afetado, para então aprovar os projetos de implantação das instalações de equipamentos. “Será um tipo de rede termelétrica a qual definirá as áreas de inundações, bem como os níveis”, explica Guimarães, acrescentando que em 40 anos de profissão e assistindo a várias cheias, essa foi a primeira vez em que presenciou tanta destruição e pessoas desesperadas”, finaliza.
 
Barragem rompida
Gama explica que a barragem que rompeu em Bom Conselho (PE) foi de 600 m³, o que não explica o que aconteceu em Quebrangulo. “O que encontramos foi uma barragem pequena, que não representa 1% do volume de água que desceu e causou todo aquele prejuízo em Quebrangulo. Ela não rompeu bruscamente, ou seja, o que acontecer naquela região não tem nenhuma relação com a barragem”, assegurou.
Fotos: Semarh e semarh 1 – Crédito: Sidléia Vasconcelos
 
por Sidléia Vasconcelos / Alagoas em Tempo
 
Texto:Fonte: Alagoras em tempo real