Você está aqui: Página Inicial > Notícias antigas > PRODES é apresentado em sessão que reuniu outros projetos da América Latina

PRODES é apresentado em sessão que reuniu outros projetos da América Latina

por ASCOM/ANA publicado 17/07/2008 00h00, última modificação 14/03/2019 16h35
O Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (PRODES) foi o tema de duas apresentações na Tribuna da Água, nesta quarta-feira, 16 de julho. O coordenador do Programa na Agência Nacional de Águas, Paulo Libânio, e a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, falaram do projeto
O Programa de Despoluição de Bacias Hidrográficas (PRODES) foi o tema de duas apresentações na Tribuna da Água, nesta quarta-feira, 16 de julho. O coordenador do Programa na Agência Nacional de Águas, Paulo Libânio, e a secretária de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, falaram do projeto, que incentiva financeiramente a construção de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs). As apresentações foram feitas na sexta sessão do dia, que apresentou projetos bem-sucedidos em diferentes áreas.

O PRODES é um incentivo, na forma de "pagamento pelo esgoto tratado", aos prestadores de serviços de saneamento que investem na implantação, ampliação ou melhoria da operação de ETEs. Os seus recursos permitem a recuperação de até 50% do custo de implantação dos empreendimentos, mediante o cumprimento de metas de abatimento da poluição hídrica. Atualmente, dois milhões de pessoas são beneficiadas pelo programa, que atinge 32 cidades.

Libânio explicou que em 2007 a ANA criou um Banco de Projeto do PRODES, onde ficam os projetos que ainda não têm recursos financeiros, mas que foram selecionados. No total, a Agência precisaria de R$ 240 milhões, que beneficiariam cerca de seis milhões de pessoas.

O diretor-geral da Comissão Nacional de Água do México, José Luis Tamargo, que participou desta sessão afirmou que o Programa de Sustentabilidade Hídrica da Bacia do Vale do México, é inspirado no programa brasileiro. Tamargo fez uma apresentação detalhada da relação entre o crescimento desordenado da capital mexicana e o consumo de água. O programa mexicano pretende criar na Cidade do México um sistema de reuso de águas usadas, já que hoje se está consumindo 60 m³/s do aqüífero que abastece a cidade, enquanto, o ideal seria consumir 15m³/s. A conseqüência desse consumo excessivo das águas subterrâneas é que a cidade está cedendo cerca de 10 metros por ano. O investimento em seis anos será de 2,292 bilhões de euros. "É uma grande missão, mas é imprescindível que a cidade comece a fazer reuso da água, porque é incrível, mas não fazemos", disse Tamargo.

Outro exemplo sobre a importância do reuso de águas para o México, é a nova gestão dos recursos hídricos do estado de Querétaro. Segundo o executivo da Comissão Estatal de Águas de Querétaro, Manuel Estada, o estado pretende, em quatro anos, reutilizar 80% da água usada, desenvolvendo, entre outras, ações incentivo financeiro ao consumo desta água, que poderá custar a metade do preço da água potável

A Colômbia também teve apresentação dupla. A vice-ministra de Água e Saneamento, do Ministério de Meio Ambiente, Leyla Rojas, contou como o seu país está desenvolvendo a gestão de recursos hídricos. Segundo ela, nos últimos anos, além de se criar o Ministério em que atua, a Colômbia criou leis e um marco regulatório, que busca garantir transparência e competência na gestão dos recursos hídricos, implementando, inclusive, punições aos municípios que não fizerem bom uso dos orçamentos destinado à água. "Na Colômbia, como em outros países como o Brasil, não há falta de recursos hídricos ou financeiros, houve por muito tempo uma má gestão das empresas responsáveis pelo abastecimento e saneamento", afirmou Leyla.

Outro projeto apresentado pela Colômbia foi o da reforma na gestão da água da cidade de Cartagena, que em 13 anos dobrou o número de habitantes com acesso à água e mesmo assim reduziu em 15% a quantidade água distribuída. O sistema de gestão é parceria público-privada, que com a missão de garantir acesso à potável a todas as classes sociais da cidade. "Temos um sistema de faturas que considera a classe social dos consumidores. Esse sistema foi determinado pelo governo federal", explicou o gerente geral da Acuacar, Gustavo Villegas.

Fonte: Sítio ExpoZaragoza 2008