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Perspectiva de novos reservatórios

por O Povo (CE) publicado 08/08/2010 00h00, última modificação 15/03/2019 09h20
Ceará ainda tem potencial para construir reservatórios de porte considerável, como o açude Macacos, na região Norte. Já a fase de construção de açudes gigantescos, como o Castanhão e o Orós, chegou ao fim. Barragens de menor porte devem predominar no futuro do Estado
Ceará ainda tem potencial para construir reservatórios de porte considerável, como o açude Macacos, na região Norte. Já a fase de construção de açudes gigantescos, como o Castanhão e o Orós, chegou ao fim. Barragens de menor porte devem predominar no futuro do Estado
 
O ex-secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração, o cearense Hypérides Macedo, afirma que o Ceará tem hoje um potencial satisfatório para armazenar água, mas aponta que o Estado ainda pode construir barragens de grande porte.
 
Entre os reservatórios citados por Hypérides está o açude Paula Pessoa, em Granja, na região Norte. A obra até chegou a ser iniciada há cerca de 50 anos pelo Governo Federal, mas acabou interrompida. O especialista citou ainda as barragens de Inhuçu e Lontras, em Ipueiras e São Benedito, na Ibiapaba.
 
De acordo com o atual secretário estadual dos Recursos Hídricos (SRH), César Pinheiro, as barragens de Inhuçu e Lontras estão em processo para a formatação dos projetos básicos.
 
O presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Francisco Teixeira, explica que o açude Paula Pessoa pode ter capacidade para 170 milhões de metros cúbicos.
 
De acordo ainda com informações de Francisco Teixeira, as barragens de Inhuçu e Lontras, somadas, poderiam chegar a uma capacidade de 450 milhões de m³.
 
Teixeira explicou ainda que existe a possibilidade de barragens nos rios Jacurutu e Macacos, na região Norte. A barragem Macacos poderia chegar a 360 milhões de m³. Já o açude Macacos seria de até 80 milhões de m³.
 
O superintendente de Outorga e Fiscalização da Agência Nacional de Águas (ANA), o cearense Francisco Lopes Viana, diz que a tendência é o Ceará construir barragens menores, que permitam distribuição de água por meio de sistemas de integração.
 
“É possível ainda reservatórios médios”, completa. A fase de construção de barragens gigantescas, como o Castanhão e o Orós, acabou.
 
O Castanhão, localizado em Alto Santo, no Vale do Jaguaribe, tem capacidade para acumular 6,7 bilhões de m³. O volume representa mais de um terço de todo o potencial do Ceará. O Orós, por sua vez, é situado na cidade de mesmo nome, no Centro-Sul do Estado, e pode armazenar até 1,94 bilhão de m³.
 
Cinturão das Águas
 
O Governo do Estado está projetando a construção do Cinturão das Águas. Trata-se de um sistema para integrar todas as bacias hidrográficas do Estado.
 
O secretário César Pinheiro prevê licitar o primeiro trecho do Cinturão ainda este ano, entre as cidades de Jati e Nova Olinda, no Cariri, com cerca de 150 quilômetros.
César diz que o Cinturão tem 540 quilômetros em seu eixo central. É “uma obra para 30 anos”. (Diego Lage)
Texto:O Povo (CE)