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Pedra defende Rio Paraíba em audiência pública na Alerj

por Fonte: Voz da Cidade (RJ) publicado 21/05/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h42
O polêmico projeto de transposição do Rio Paraíba do Sul para a região metropolitana de São Paulo foi o tema da audiência pública que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sediou terça-feira.
RESENDE
O polêmico projeto de transposição do Rio Paraíba do Sul para a região metropolitana de São Paulo foi o tema da audiência pública que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sediou terça-feira. O evento contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores de Resende, Luís Fernando de Oliveira Pedra (PV), dos deputados estaduais Edson Albertassi e Nelson Gonçalves, ambos do PMDB, Inês Pandeló e Carlos Minc (PT), do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino, do presidente da Cedae, Wagner Victer, além de representantes da Light. A audiência foi conduzida pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado André Lazaroni (PMDB).

Albertassi destacou a presença do vereador Pedra e elogiou sua  preocupação com o tema, que motivou no mês passado uma audiência pública na Câmara Municipal de Resende. Disse, ainda, que a transposição do rio não deve ser analisada do ponto de vista político, mas sob seus aspectos técnicos, principalmente pela proximidade das eleições no país. Inês Pandeló, por sua vez, afirmou ter feito questionamentos à Agência Nacional de Águas (ANA) sobre o projeto, mas disse que não obteve respostas satisfatórias do órgão, tendo sido informada apenas de que de fato está sendo feito um estudo para a transposição.

Sem informações a respeito do andamento dos estudos, a mesa expôs suas preocupações sobre a implantação da medida. Minc, porém, disse que a transposição não depende apenas do Governo do Estado de São Paulo, pois requer a aprovação da ANA. Não obstante, o deputado estadual disse não acreditar que a agência permita a transposição, que segundo ele seria um verdadeiro crime contra o Estado do Rio de Janeiro.  Já Victer salientou que há a necessidade de reduzir a carga orgânica no Rio Paraíba e de evitar a degradação do manancial, destacando que essas ações também são dever do Estado do Rio de Janeiro.

Para Pedra, de todo modo a transposição do rio é inadmissível. “São Paulo não pode furtar a água de mais de dez milhões de pessoas, como está propondo. É preciso que as autoridades e os diversos setores sociais dos três estados envolvidos se mobilizem e discutam em profundidade o assunto”, destacou, sugerindo o Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap) como o fórum adequado para os debates.

Um decreto publicado em 2008 pelo governador de São Paulo, José Serra, determina que seja feito um estudo de novos mananciais capazes de abastecer a capital paulista, no qual a bacia do Rio Paraíba do Sul aparece como uma das opções. Com a transposição das águas do Rio Paraíba do Sul no trecho que banha o estado, a expectativa do governo paulista é atender à demanda de água da metrópole pelos próximos 30 anos. Não obstante, vereadores, deputados estaduais e federais do próprio estado de São Paulo vêm se mobilizando contra a medida, pois alegam que ela prejudicaria também municípios paulistas, como Jacareí, São José dos Campos, Taubaté, Guaratinguetá e Cruzeiro.
 
Texto:Fonte: Voz da Cidade (RJ)