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Nova Direção na ANA

por Silvestre Gorgulho / Folha do Meio Ambiente publicado 24/02/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h41
A Agência Nacional de Águas tem novo presidente e novo diretor. Vicente Andreu Guillo é o novo diretor-presidente e João Gilberto Lotufo é o novo diretor da ANA.
Vicente Andreu Guillo é o novo presidente
 
A Agência Nacional de Águas tem novo presidente e novo diretor. Vicente Andreu Guillo é o novo diretor-presidente e João Gilberto Lotufo é o novo diretor da ANA. Vicente Andreu é ex-secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Vicente Guillo foi coordenador dos trabalhos de revitalização de bacias hidrográficas, de gerenciamento de recursos hídricos e de gestão ambiental urbana, a exemplo da Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo projeto de lei está em tramitação no Congresso Nacional. João Lotufo é ex-superintendente da ANA.
 
Na sua posse, o novo presidente da ANA, Vicente Andreu, salientou que a consolidação dos instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, principalmente a cobrança pelo uso da água, e o fortalecimento institucional do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos são os principais desafios que vai enfrentar.
 
Agenda da Água
 
Para o novo presidente Vicente Andreu, o Plano Estratégico da Bacia do Tocantins-Araguaia, aprovado no ano passado pelo CNRH, deu visibilidade à discussão sobre o planejamento das bacias. “O Plano Tocantins-Araguaia criou um novo patamar do tema água nas discussões. A agenda da água pode ajudar a estreitar ainda mais a relação entre os setores usuários e também entre o setor agrícola e ambiental”, afirmou.
 
Setor elétrico
 
Vicente Andreu defendeu um diálogo mais próximo com o setor elétrico para, entre outras necessidades, aprofundar as discussões sobre a exploração do potencial hidroviário dos rios brasileiros.
 
Compromisso
 
O novo presidente da ANA, que esteve à frente da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA desde 2008, destacou dois pontos da gestão do ministro Minc: a redução do desmatamento da Amazônia e a criação de um plano com metas de redução de emissões de carbono para combater as mudanças climáticas. Segundo ele, seu principal compromisso é manter o patamar de gestão alcançado pelo ex-diretor da ANA, José Machado.
 
Lotufo como diretor
 
Depois de ressaltar a importância do Plano Araguaia Tocantins, estudo da ANA coordenado pelo então superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, João Gilberto Lotufo, o ministro Carlos Minc deu posse também a Lotufo como novo diretor da ANA.
 
Em seu discurso, João Gilberto Lotufo deu ênfase a sua experiência na ANA desde a sua criação e destacou a importância dos projetos e estudos que a ANA vem desenvolvendo ao longo de quase dez anos de existência.
 
O ministro lembrou que “antes da aprovação do Plano, a instalação de toda hidrelétrica era uma guerra, pois o governo queria todas as hidrelétricas e os ambientalistas queriam nenhum, mas o Plano do Tocantins-Araguaia mostrou onde colocar as hidrovias e onde preservar. Isto elevou a discussão para um campo menos passional e mais integrado”, disse Minc.
 
De acordo com o ministro, a gestão dos recursos hídricos no Brasil avançou muito nos últimos anos, mas ainda precisa avançar mais. “A ANA alcançou excelência. Hoje, a agência tem um plano de cargos e salários que será adotado em todo o MMA. Uma das grandes contribuições da ANA foi no debate sobre a importância das hidrovias. Além disso, junto com a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, a ANA foi fundamental ao mostrar a fragilidade da Bacia do Pantanal, impedindo que o Pantanal virasse um grande canavial.
 
Isso foi uma grande vitória durante na discussão do zoneamento agroecológico”, afirmou o ministro Minc.
 
 
Fonte: Folha do Meio Ambiente
Texto:Silvestre Gorgulho / Folha do Meio Ambiente