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Inovar no agronegócio

por Fonte: Diário do Nordeste/Opinião publicado 15/06/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h42
O fortalecimento do agronegócio, as soluções para os problemas ambientais e o desenvolvimento sustentável do Nordeste concentram os roteiros temáticos do XIV Seminário Nordestino da Pecuária (PEC Nordeste 2010).
O fortalecimento do agronegócio, as soluções para os problemas ambientais e o desenvolvimento sustentável do Nordeste concentram os roteiros temáticos do XIV Seminário Nordestino da Pecuária (PEC Nordeste 2010).

O evento, aberto ontem no Centro de Convenções Edson Queiroz, em Fortaleza, pela adesão dos produtores rurais e expositores, tende a superar os resultados da última promoção destinada a atualizar os investidores rurais sobre as vantagens do agronegócio.

A Confederação Nacional da Agricultura reúne contribuições da Federação da Agricultura do Ceará, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e do Sebrae-CE, a cada seminário dessa espécie, para difundir as ações públicas e inovações tecnológicas. Transfere, por esse meio, os resultados das pesquisas acadêmicas para a realidade do campo, em busca do aumento da produtividade, do melhoramento genético e das técnicas de reprodução, além do amplo espectro de negócios.

Durante quatro dias, minicursos, oficinas, palestras e mesas-redondas aproximarão técnicos, produtores, empresários, pesquisadores e estudantes em torno de cadeias produtivas com vasto campo para exploração. Apicultura, aquicultura e pesca, artesanato, avicultura, bovinocultura, caprinocultura, equinocultura, estrutiocultura( criação de avestruz) suinocultura e turismo na área rural compõem os assuntos propostos, alguns deles já explorados, comercialmente, misturados a novos nichos de mercado.

Neste ano, a programação didática, distribuída por eventos paralelos, pela qualidade dos trabalhos disponibilizados para as discussões em grupo, essa novidade está fadada a ser incluída na pauta permanente da PEC Nordeste. Uma galeria de inovações tecnológicas reúne o conteúdo da contribuição exposta. Uma das palestras abordará a questão polêmica que trata das consequências perniciosas do uso de agrotóxicos sobre as abelhas e meio ambiente.

Apesar da forte estiagem que se abate no território cearense, trazendo preocupações gerais, o programa do seminário previu apenas uma palestra sobre Usos Múltiplos da Água, a cargo da Agência Nacional de Água.
 
Evidentemente, o agronegócio, pelo seu porte de capitais, centra-se em propriedades beneficiadas por recursos hídricos do subsolo, não enfrentando, portanto, a escassez desse insumo básico. Ainda assim, pelas implicações do tema para a economia cearense, o assunto comportaria outras análises.
A pecuária do Ceará vem despertando o interesse de produtores de leite do Paraná, motivados a transferir para cá seus capitais produtivos e tecnologia para impulsionar essa atividade, abrindo chances para a expansão da indústria de laticínios. Aos paranaenses, interessa, particularmente, a ampla oferta de terras, cotadas a preços convidativos. Na contramão dessas vantagens, no Sudeste e no Sul, a pecuária sofre limitações espaciais.
 
Ao contrário da produção leiteira originada dos minifúndios, a migração em estudo poderá viabilizar, definitivamente, a pecuária de leite como um negócio rendoso e fomentar no Ceará novas indústrias de pasteurização de leite.
Texto:Fonte: Diário do Nordeste/Opinião