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Estudo avalia aquífero de Alter do Chão

por Fonte: Diário do Pará publicado 27/06/2010 00h00, última modificação 15/03/2019 09h18
A Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando a potencialidade da reserva.Descoberto em 1958, o Aquífero Alter do Chão está ameaçado de ter suas reservas de água privatizadas pelo Governo Federal. Até o momento este é o maior aquífero do planeta com o dobro de volume de água do Aquífero Guarani e corre o risco de ser estudado por grupos e empresas estrangeiras.
A Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando a potencialidade da reserva

Descoberto em 1958, o Aquífero Alter do Chão está ameaçado de ter suas reservas de água privatizadas pelo Governo Federal. Até o momento este é o maior aquífero do planeta com o dobro de volume de água do Aquífero Guarani e corre o risco de ser estudado por grupos e empresas estrangeiras.
 
O Alter do Chão está situado nos Estados do Pará, Amazonas e Amapá e tem um volume de água de 86 mil quilômetros cúbicos, representando 8600 vezes o volume de óleo do Pré-Sal, 35,2 mil Baías da Guanabara e daria para abastecer 31,4 trilhões de piscinas olímpicas.
 
O professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) o geólogo, Milton Matta, falou sobre esta descoberta da comunidade científica da Amazônia, que desde de 1960 vem estudando este Aquífero. Antes, a Petrobrás já tinha feito perfurações no local e achou esta imensidão de recursos hídricos. Ele denuncia que a Agência Nacional de Águas (ANA) está estudando uma licitação internacional para saber das potencialidades do Alter do Chão e que isso não é necessário porque já existe um estudo da academia e das universidades locais que tem um grande conhecimento na matéria, bem como já foram publicados trabalhos nas últimas décadas sobre o tema.
 
Não deve haver uma concorrência com empresas externas, segundo o geólogo e professor da UFPA, uma vez que este Aquífero é localizado no território brasileiro mais especificamente na Região Amazônica e não faz fronteira com outros países limítrofes do Brasil. (Brasil de Fato)
Texto:Fonte: Diário do Pará