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Em Joinville, está na hora de novos investimentos

por Fonte: A Notícia (SC) publicado 22/03/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h40
De onde vem a água que os joinvilenses consomem todos os dias, numa vazão de em média 1.650 litros por segundo? A resposta é quase automática: grande parte, cerca de 70%, vem do rio Cubatão, em Pirabeiraba.
Pensando no futuro, Águas de Joinville quer aumentar de água
 
De onde vem a água que os joinvilenses consomem todos os dias, numa vazão de em média 1.650 litros por segundo? A resposta é quase automática: grande parte, cerca de 70%, vem do rio Cubatão, em Pirabeiraba.

Os outros 30% são do rio Piraí, que abastece parte das regiões Oeste e Sul da cidade (os bairros Nova Brasília, São Marcos, Anita Garibaldi e Floresta, por exemplo).

O que pouca gente conhece é o trabalho que dá para garantir pureza e qualidade para que a água chegue às torneiras de mais de 120 mil casas e estabelecimentos comerciais da cidade. Na estação de tratamento (ETA) do rio Cubatão, por exemplo, equipes de técnicos da Companhia Águas de Joinville monitoram, a cada meia hora, em um laboratório construído ao lado do rio, a qualidade da água que é tratada. Também analisam as características do líquido bruto, captado no rio. Tudo para garantir a eficiência no processo e, claro, a saúde da população.

Enquanto isso, em outro laboratório, a água coletada em 205 pontos pela cidade, além de hospitais e clínicas de emodiálise, também é testada. Neste caso, são avaliados padrões como turbidez (se ela está turva, opaca), cor e pureza. Os padrões mínimos de pureza são estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Se a água estiver abaixo dos padrões mínimos exigidos, a companhia pode ser denunciada à Agência Nacional De Águas (ANA) e ser punida.

Um dos desafios impostos pela enorme rede de Joinville é levar água aos pontos mais altos da cidade. A Águas de Joinville está investindo na instalação de estações de bombeamento para resolver esse problema.

Pensando no futuro, a companhia também já estuda obras para ampliar a vazão – ou seja, o volume de água tratada na rede. “Para isso, estamos prevendo a substituição das duas adutoras do Piraí (uma de 350 milímetros e outra de 450 milímetros), por uma adutora de 700 milímetros, o que aumentará a pressão na rede e melhorará o abastecimento da zona Sul”, diz gerente de projetos e negócios da companhia, Felipe de Luca.

Além disso, o gerente destaca que as duas estações de tratamento de água deverão passar por reformas. “A ETA do Piraí passará por uma modernização e temos um projeto de ampliação da ETA do Cubatão, que hoje trabalha acima do seu limite e dobraria sua capacidade”. Com a obra, que depende da elaboração do Plano Diretor de Água, esgoto, Lixo e Drenagem, a ETA terá capacidade para tratar 1.800 litros por segundo.

E para onde vai toda essa água consumida, que escoa pelos ralos e canos de nossas casas? Este é outro capítulo. Para garantir água de qualidade, um dos requisitos é não poluir. Por enquanto, Joinville trata apenas 15% do esgoto.

Nos bairros onde há rede de coleta (Centro, América, Bucarein, parte do Atiradores, Anita Garibaldi, Itaum, Floresta, Gunabara, Fátima, Adhemar Garcia e Ulysses Guimarães), o esgoto segue para a estação de tratamento do Jarivatuba. No bairro Profipo também há uma estação, só
para os moradores da região. E, claro, alguns estabelecimentos, condomínios e casas têm sistemas de fossa e filtro, que reduzem o impacto ambiental.
É outro desafio para a Companhia Águas de Joinville.
Texto:Fonte: A Notícia (SC)