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Dia Mundial da Água (Artigo)

por Diário da Manhã - GO publicado 22/03/2013 00h00, última modificação 15/03/2019 10h31
22 de março, Dia Mundial da Água, dia que vem pra deixar claro que: cuidar de nossos recursos hídricos é função de cada um. No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a Declaração Universal dos Direitos da Água. Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
22 de março, Dia Mundial da Água, dia que vem pra deixar claro que: cuidar de nossos recursos hídricos é função de cada um. No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a Declaração Universal dos Direitos da Água. Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água. Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente cada povo, nação cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como é a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água será manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. Com esse documento, a Organização das Nações Unidas tornou obrigatório que as pessoas sejam responsáveis pela qualidade da água, bem como pela sua manutenção, tendo, assim, formas de garantir a melhoria de vida no planeta. Aprendemos ao longo da vida, só darmos real valor as coisas que temos, quando por um motivo ou outro á perdemos, isso é verdade, realmente ficamos lamentando e refletindo, podia sim ter feito diferente, feito melhor, podia ter sido mais equilibrado e racional. Da maneira que estamos lhe dando com a natureza e consequentemente com á água, possivelmente lamentaremos num futuro não tão distante, o quanto fomos omissos em relação aos cuidados com nosso bem maior que é água. O dia da água, dia 22 de março, vem nos lembrar também que "nunca é tarde", podemos fazer diferente e inovar, e cuidar com mais carinho dos nossos rios, lagos, nascentes e mananciais. Se não houver um basta nas ações contra o equilíbrio do ecossistema, contra o desperdício continuo de água doce, o desastre tão temido, pode, sim, ser inevitável. A água é um recurso natural de valor inestimável. Mais que um insumo indispensável à produção e um recurso estratégico para o desenvolvimento econômico. Ela é vital para a manutenção dos ciclos biológicos, geológicos e químicos, que mantêm em equilíbrio os ecossistemas. É, ainda, uma referência cultural e um bem social indispensável à adequada qualidade de vida da população. No estado de Goiás, a secretaria do Meio Ambiente e dos recursos hídricos (Semarh) divulgou a análise da qualidade da água em diversos pontos do Estado, realizada em julho 2012. Foi avaliado o Índice de Qualidade da Água (IQA), utilizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), que leva em consideração a quantidade de oxigênio dissolvido, coliformes termotolerantes, Potencial Hidrogeniônico (pH), Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5), temperatura da água, nitrogênio total, fósforo total, turbidez e resíduo total. As amostras de água foram colhidas em 20 pontos do Lago Cana Brava, em Minaçu, e também em pontos estratégicos de São José dos Bandeirantes, no Rio Araguaia; no Rio das Almas, em Pirenópolis; no Lago de Serra da Mesa; em Aruanã e no Rio Vermelho. Os pontos foram escolhidos devido ao grande número de turistas que recebem no mês de julho. Do total, 18 análises consideraram a qualidade da água boa. O destaque foi para a amostra colhida em Serra da Mesa, no município de Uruaçu, cuja água foi considerada de ótima qualidade, com 86,577 pontos. Por outro lado, a amostra retirada da área urbana do Córrego Pratinha, à montante do Rio das Almas, em Pirenópolis, atingiu apenas o índice aceitável, com 45,713 pontos. No geral, a água dos locais analisados é própria para banho, mas inapropriada para beber. Fonte - pesquisa site; Semarh. O panorama nacional sobre recursos hídricos revela incertezas quanto ao uso da água e sua disponibilidade de oferta em quantidade e qualidade adequada aos usos a que se pretende destiná-la. Os problemas inerentes à falta de gerenciamento da água, principalmente no que tange ao aproveitamento da bacia ou micro bacia urbana e rural, apresenta diferenciados níveis de pressão que vão desde a falta do recurso para o abastecimento, a falta de saneamento, o assoreamento dos cursos d água e a contaminação sendo por agrotóxicos e fertilizantes. Por conta da abundância, aprendemos na escola que a água nunca vai faltar no Brasil, mas essa é uma visão distorcida da realidade. Até a visão que temos do nosso planeta está errada: a Terra pode ser o planeta água para as baleias, mas não para nós! Frase do Diretor do Greenpeace - Délcio Rodrigues.
 
(Andre Junior, membro da UBE- União Brasileira De Escritores - Goiás)
Texto:Diário da Manhã - GO