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Desafios do Comitê do Paranaíba no Distrito Federal

por ASCOM/ANA publicado 09/06/2008 00h00, última modificação 14/03/2019 16h35
Mais de 8 milhões de pessoas moram na bacia do rio Paranaíba. Dessas, cerca de 2 milhões estão no Distrito Federal, onde já são marcantes conflitos pelo uso da água – especialmente nas áreas do Pipiripau, São Bartolomeu e São Marcos. Os membros do Comitê da Bacia Hid
Denise Caputo

Mais de 8 milhões de pessoas moram na bacia do rio Paranaíba. Dessas, cerca de 2 milhões estão no Distrito Federal, onde já são marcantes conflitos pelo uso da água – especialmente nas áreas do Pipiripau, São Bartolomeu e São Marcos. Os membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba tomarão posse amanhã (10/6), em Goiânia, com muitos desafios à frente. Na cerimônia, estarão presentes autoridades como o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado.

Integrado por representantes do poder público, da sociedade civil organizada e dos setores usuários, o comitê arbitra em primeira instância os conflitos relacionados aos usos da água. No caso do DF, em alguns lugares se verifica um uso elevado de água para irrigação em contraposição à insuficiência hídrica para o abastecimento. Esse cenário tem desencadeado conflitos entre os próprios irrigantes e entre esses e a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

A bacia do rio Paranaíba banha dois terços do Distrito Federal, abrangendo Brasília, Taguatinga e Ceilândia. A maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) do DF provém de atividades com interface com os recursos hídricos: agropecuária, indústria, turismo, entre outras. Além disso, os principais mananciais de abastecimento da região estão nos rios Descoberto e São Bartolomeu.

Além do Distrito Federal, a bacia do Paranaíba estende-se por Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

O comitê
O Comitê do Paranaíba conta com 45 cadeiras de membros titulares, das quais 38 serão ocupadas por membros eleitos: sete representantes de municípios; 18 de setores usuários de água, e 13 de entidades civis de recursos hídricos com atuação na bacia. O preenchimento das outras sete vagas – pertencentes à União e aos estados – será feito por indicação dos poderes públicos federal e estaduais. Para conferir todos os eleitos e todos os indicados pelos poderes públicos, acesse os editais ao final do texto.

Representantes do DF

Sociedade civil – ONG
Vaga 1 - Movimento Ecológico do Lago (MEL): Sonia Rodrigues Haddad (titular) e Associação Comunitária do Núcleo Rural Córrego da Onça: Marcelo Pereira da Silva (suplente)

Vaga 2 - Organização Vida Viva: Hélio Rosa dos Passos (titular) e ONG Motirõ: Davi Silva Fagundes (suplente)

Sociedade civil – Organizações Técnicas e de Ensino e Pesquisa
Vaga 1 - Fundação Universidade de Brasília (UnB): Paulo Sérgio Bretas de Almeida Salles (titular) e Centro Universitário de Brasília (Uniceub): Francisco Chagas Barradas (suplente)

Usuários - Abastecimento Urbano e Lançamento e/ou Diluição de Efluentes Urbanos
Vaga 1 - Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb): Fernando Leite (titular) e Marco Antônio Garrido de Oliveira (suplente)

Usuários - Irrigação e Uso Agropecuário
Vaga 1 - Condomínio do Sistema de Irrigação Rodeador (Cosir): Francisco Sobrinho (titular) e Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape/DF): Tamim Teixeira Mattar (suplente)

Membros indicados pelo poder público distrital
Vaga 1 - Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal - Brasília Ambiental (Ibram): Gustavo Souto Maior Salgado (titular) e Luizalice Guimarães Labarrère (suplente)

Vaga 2 - Agência Reguladora de Águas e Saneamento do Distrito Federal (Adasa): Antônio Luiz Barbosa (titular) e Diógenes Mortari (suplente)