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Deputado sugere gestão compartilhada do uso do solo com o poder público

por Fonte: Agência Câmara publicado 13/05/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h41
Durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) questionou o planejamento de engenharia das regiões montantes (onde se forma o reservatório) e jusantes (após a barragem, onde o rio volta a ser rio após a saída da água pela turbina), e sugeriu um gestão compartilhada com o poder público.
Durante audiência pública na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) questionou o planejamento de engenharia das regiões montantes (onde se forma o reservatório) e jusantes (após a barragem, onde o rio volta a ser rio após a saída da água pela turbina), e sugeriu um gestão compartilhada com o poder público.
 
"É importante ter diretrizes para gestão do uso e da ocupação do solo para garantir, por exemplo, o efetivo desassoreamento do rio Tietê e evitar as ocupações em áreas sujeitas à inundação", disse Teixeira.
 
<b>Controle de enchentes</b>
 
O superintendente de Usos Múltiplos da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim, afirmou que o controle das enchentes pode ser feito por medidas estruturais como o uso de diques, barragens e canalizações.
 
"Se você consegue manter as barragens com um volume mais baixo antes do período de chuvas, você consegue controlar o chamado 'volume de espera' [espaço não ocupado por água] num nível capaz de receber as águas do período de chuva", disse.
 
Entretanto, segundo Gondim, esse controle não é tão simples por envolver diferentes interesses. Ele explicou que as populações próximas preferem que o volume de espera seja o mais baixo para evitar inundações. Mas o operador do sistema, que usa a água para outras finalidades, como geração de energia, abastecimento de outras cidades, prefere as barragens mais cheias.
 
 
 
Texto:Fonte: Agência Câmara