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Conferência define diretrizes para o plano nacional de gestão da água

por Em Questão publicado 24/03/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h40
Termina nesta quinta-feira (25), em Brasília, o debate que vai estabelecer as diretrizes para a realização da Conferência Nacional das Águas (Conaguas), a ser realizada no próximo ano.
Termina nesta quinta-feira (25), em Brasília, o debate que vai estabelecer as diretrizes para a realização da Conferência Nacional das Águas (Conaguas), a ser realizada no próximo ano. Durante a o encontro, chamado de a Pré-Conaguas, mais de 300 pessoas estão definindo os cinco temas que vão integrar a Agenda Nacional das Águas nos próximos anos.

A intenção do Ministério do Meio Ambiente, que promove o evento, é construir uma agenda nacional e fortalecer as políticas públicas do Plano Nacional de Recursos Hídricos. Aproveitando a participação de representantes dos setores envolvidos com a gestão da água, o ministério realiza, no último dia do encontro, a primeira reunião de revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH).
 
Ao abrir a Pré-Conferência, nesta terça-feira (23), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que um dos grandes desafios da Conaguas será aliar as políticas de meio ambiente e sociais. "Não se resolve a questão ambiental sem a social. As duas devem ser andar juntas", afirmou, lembrando que os problemas ambientais afetam principalmente os mais pobres.
 
Segundo o ministro, a conferência das águas não terá caráter deliberativo, uma vez que os comitês de bacia e os conselhos já têm essa função. A idéia é que o espaço seja usado como ambiente consultivo, para debater propostas e caminhos para os desafios enfrentados pelo Brasil na gestão das águas.
 
Lançado em 2006, pelo presidente Lula, o Plano Nacional de Recursos Humanos deve ser revisado a cada quatro anos, o que permite a inclusão de novas questões que não foram contempladas no primeiro momento. Segundo o secretário de Recurso Hídrico e Ambiente Urbano, Silvano Silvério esse é o caso das mudanças climáticas. Quando foi publicado o decreto de criação do plano, ainda eram desconhecidas as conseqüências das alterações climáticas.
 
Outros temas discutidos são a consolidação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh) e a sustentabilidade econômico-financeira da gestão dos recursos hídricos.
 
O MMA ainda realizará, durante todo este ano, 12 oficinas em regiões hidrográficas do País para discutir entre outros assuntos água e clima, vazão ambiental e ecorregiões aquáticas brasileiras.
 
Fonte:Ministério do Meio Ambiente
 
Texto:Em Questão