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Balanço de dez anos da Lei das Águas no Brasil tem saldo positivo, diz presidente da ANA

por ASCOM/ANA publicado 22/03/2007 00h00, última modificação 14/03/2019 16h36
Foz do Iguaçu (PR) - O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, considerou positivo o balanço dos dez anos das Lei das Águas no Brasil. A avaliação foi feita hoje (22), em Foz do Iguaçu, durante comemoração do Dia Mundial da Água. Segundo ele, nesse período houve avanços signifi
Foz do Iguaçu (PR) - O presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, considerou positivo o balanço dos dez anos das Lei das Águas no Brasil. A avaliação foi feita hoje (22), em Foz do Iguaçu, durante comemoração do Dia Mundial da Água. Segundo ele, nesse período houve avanços significativos, como a construção da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Machado citou como exemplo a criação da Agência Nacional das Águas, da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos e disse que a criação e a disseminação pelo país dos comitês gestores de bacias hidrográficas foi uma forma eficiente de unir consumidores e autoridades em torno da preservação da água. “Atualmente são 140 comitês de bacias no país, nove são federais e os demais são estaduais”.

Segundo o presidente 86% dos brasileiros têm assegurados o abastecimento de água na rede pública mas isso não é suficiente “ temos que trabalhar para chegarmos ao chegar a 100%”. Ele ressaltou que há déficits (deficiências) ainda significativos na coleta e tratamento de esgotos – a coleta ainda é restrita a pouco mais de 50% dos municípios brasileiros e nas cidades onde é feita coleta menos de 50% dos rejeitos são tratados.

“Nessa área temos muito a avançar para evitar a poluição dos rios, que acontece principalmente através dos esgotos domésticos”. Estima-se que o Brasil nos próximos anos terá que investir mais de R$ 200 bilhões de reais se quiser fazer um bom tratamento da água, mas esse é o tamanho do desafio”.

Machado lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê investimentos de R$ 40 bilhões em saneamento, o que ele considerou “muito significativo” para um período de quatro anos. “Se isso prevalecer sistematicamente estaremos criando qualidade de vida e evitando doenças de veiculação hídrica [provocadas pela água] e já em 20 anos estaremos com esse problema praticamente resolvido”.

Fonte: Agência Brasil