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Aquífero monitorado

por Fonte: Gazeta de Ribeirão publicado 19/06/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h42
Ribeirão Preto será a primeira cidade do Estado a ter poços de monitoramento integrados ao Sistema Estadual. Até o dia 10 de agosto, serão vinte e quatro perfurações já selecionadas que enviarão dados sobre o Aquífero Guarani, como o nível da água e sua qualidade.
Meio ambiente Ribeirão é a primeira cidade do Estado a ter poços ligados a sistema estadual de águas
 
MARINA ARANHA
Gazeta de Ribeirão
 
Ribeirão Preto será a primeira cidade do Estado a ter poços de monitoramento integrados ao Sistema Estadual. Até o dia 10 de agosto, serão vinte e quatro perfurações já selecionadas que enviarão dados sobre o Aquífero Guarani, como o nível da água e sua qualidade.
 
O prazo foi estabelecido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo (CBH-Pardo) e pela Agência Nacional de Águas (ANA) em reunião nesta semana. Os poços, que estavam inativos, pertenciam ao Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) e foram cedidos ao projeto. O objetivo do sistema é enviar dados de consumo e qualidade das águas do Aquífero Guarani na região e contribuir com a preservação da reserva.
 
O Sistema Estadual de Informações integrará a Rede Nacional de Monitoramento e dá o primeiro passo para a implementação dos trabalhos nacionais. Segundo o diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Varella, pelo menos 85% do sistema estadual está finalizado. “Temos os equipamentos em algumas localidades, como em Ribeirão Preto, que só precisam entrar em operação”, disse.
Os equipamentos necessários para a ação já estão com o DAEE mas, segundo o executivo do CBH-Pardo, Carlos Eduardo Alencastre, outros ainda podem chegar. “Ainda não temos certeza do que será utilizado e se receberemos outros objetos para o monitoramento. O que temos veio de Brasília e o projeto prevê um investimento maior no primeiro ano, portanto, se tivermos que receber mais máquinas, será em breve”, afirmou.
 
Até agora, o investimento no trabalho ultrapassou os R$ 400 mil, com contrapartida de pelo menos R$ 360 mil financiada pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro). O Sistema Estadual de Monitoramento será interligado, em pelo menos um ano e meio, com o Sistema Nacional. Em sequência, os dados nacionais serão conectados aos dados de outros países, como Uruguai e Argentina, que também são usuários das águas do Guarani.
 
Regularização cai após maior rigidez
 
Com a primeira deliberação para a restrição da perfuração de poços em Ribeirão Preto, em 2006, o número de poços regularizados na cidade caiu de dez no primeiro semestre do ano para dois no segundo. Ao longo dos anos seguintes, as regularizações aumentaram: no ano passado foram 28 poços regularizados ante 11 negados. Segundo o secretário executivo do Comitê da Bacia do Pardo (CBH-Pardo), Carlos Eduardo Alencastre, as regularizações permitem o maior controle da utilização da água do Aquífero Guarani em Ribeirão Preto. “Com a deliberação renovada no início deste mês, por exemplo, e que aumentou as restrições de perfurações de poços na cidade, podemos ter uma melhor noção de onde estão os usos da água", afirmou. (MA)
 
Texto:Fonte: Gazeta de Ribeirão