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ANA sedia primeira reunião dos representantes brasileiros no Conselho Mundial da Água

por ASCOM/ANA publicado 28/04/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h41
A Agência Nacional de Águas (ANA) sediou nesta quarta-feira (28/04) a primeira reunião do grupo dos integrantes da seção brasileira do Conselho Mundial da Água (WWC, sigla do inglês World Water Concil). O principal item da pauta foi a discussão de uma estratégia para fortalecer a participação do Brasil no WWC, ampliando a representação do País na entidade internacional criada em 1996 e que organiza a cada três anos o Fórum Mundial da Água.
Vicente Andreu, ao lado de Paulo Varella e Benedito Braga, sugeriu uma candidatura do Brasil para sediar o Fórum Mundial da Água de 2018

A Agência Nacional de Águas (ANA) sediou nesta quarta-feira (28/04) a primeira reunião do grupo dos integrantes da seção brasileira do Conselho Mundial da Água (WWC, sigla do inglês World Water Concil). O principal item da pauta foi a discussão de uma estratégia para fortalecer a participação do Brasil no WWC, ampliando a representação do País na entidade internacional criada em 1996 e que organiza a cada três anos o Fórum Mundial da Água. Em 2009, foi realizada a quinta edição do evento, em Istambul, na Turquia.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, abriu a reunião que foi conduzida pelo vice-presidente do WWC e ex-diretor da ANA, Benedito Braga, e pelo diretor da ANA, Paulo Varella, que juntamente com Braga integra o board de 34 governadores do Conselho. O Brasil é o único país da América do Sul a ter representação no WWC, e, na América Latina, está ao lado apenas do México, que tem um representante.

“É importante que o Brasil amplie sua presença no Conselho Mundial da Água e apresente uma candidatura para sediar o Fórum Mundial da Água em 2018, durante o VI Fórum em Marselha, na França em 2012”, disse Andreu durante a abertura da reunião. “Há maturidade suficiente para o País pleitear ser sede do Fórum e também a criação de um organismo internacional no contexto das Nações Unidas, mais voltado para o tema água pois hoje ela (a água) tem identidade própria”, acrescentou.

Benedito Braga, que atualmente preside o comitê organizador do VI Fórum Mundial da Água, destacou o aumento da importância do Conselho que hoje tem mais de 400 membros de 70 países. “No primeiro Fórum, em 1997, em Marrakech (Marrocos), foram 400 participantes e, em Istambul, no ano passado, quase 30 mil pessoas participaram do evento”, afirmou. Segundo ele, um dos temas levantados na reunião de hoje sobre a questão das enchentes - e que somente no Brasil já atingiram mais de cinco milhões de pessoas - , a urgência sobre a discussão de medidas preventivas contra as cheias e a rediscussão sobre o zoneamento nas várzeas, com certeza, serão temas das discussões do próximo Fórum em 2012. “Enchentes não atingem somente o Brasil. É um grande problema no sudeste asiático também”, comentou.

De acordo com Paulo Varella, exemplo de boas práticas de proteção ambiental como o Programa Produtor de Água devem ser mais divulgadas no ambiente do WWC. “A reunião foi bastante produtiva. Criamos um grupo de trabalho que irá constantemente se comunicar e também iremos preparar um documento que será enviado ao WWC com o que foi debatido aqui. Dessa forma, vamos levar a discussão em torno do tema água com opiniões sobre o que vários setores do País pensam e não somente o que a ANA pensa”, disse. “Além disso, houve um comprometimento dos representantes para ampliarmos a participação do Brasil no WWC, atraindo novos integrantes para o Conselho. Só assim conseguiremos ter mais pessoas no board.”

O encontro em Brasília reuniu os representantes brasileiros que integram o WWC – ANA, AES Brasil, Agência Goiana de Regulação, Controle Fiscalização (AGR), Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas), Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Associação de Engenharia Sanitária e Ambiental (Aidis), Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), Escola Politécnica Universidade de São Paulo (Poli-USP), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Itaipu Nacional, Petrobras e Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SEMA-SP). A Aidis e a IICA, apesar de serem entidades internacionais, possuem representação no Brasil e por isso participam do grupo junto com as 12 entidades brasileiras.

Texto:ASCOM/ANA
Foto:Rosana Hessel/Banco de Imagens ANA