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ANA e TNC agem para publicar mapas das regiões hidrográficas brasileiras

por ASCOM/ANA publicado 13/08/2007 00h00, última modificação 14/03/2019 16h38
A Agência Nacional de Águas (ANA) e a ONG The Nature Conservancy (TNC) começarão a colocar em prática a publicação de mapas das Regiões Hidrográficas brasileiras contendo informações, como: disponibilidade hídrica e qualidade de água. O trabalho visa a dar instrumentos a gestores e tomadores de dec
A Agência Nacional de Águas (ANA) e a ONG The Nature Conservancy (TNC) começarão a colocar em prática a publicação de mapas das Regiões Hidrográficas brasileiras contendo informações, como: disponibilidade hídrica e qualidade de água. O trabalho visa a dar instrumentos a gestores e tomadores de decisão para o direcionamento de ações que conciliem a conservação dos ambientes aquáticos com as demandas sociais. Entre 15 e 16/08, na sede da ANA, em Brasília, ocorrerá a Oficina de Trabalho para Edição de Mapa da Região Hidrográfica do Paraná, a primeira a ser contemplada pela ação.

Por ser muito importante para os biomas do Cerrado e da Mata Atlântica, a Região Hidrográfica do Paraná foi escolhida para abrir a série de mapas. Um total de 32% da população brasileira vive na bacia do Paraná. Em virtude do intenso uso de água na Região Hidrográfica – por cidades, indústrias e agropecuária -, é importante haver informações que permitam a conservação dos recursos hídricos, da biodiversidade e dos ambientes aquáticos.

Tanto a ANA como a TNC contam com a participação da sociedade para a construção de cada mapa. Por isso, as instituições convidarão gestores e especialistas de cada Região Hidrográfica para garantir a qualidade e a utilidade dos mapas.

Região Hidrográfica do Paraná

A RH conta com uma área de 879.860km², englobando os estados de São Paulo (25% da região), Paraná (21%), Mato Grosso do Sul (20%), Minas Gerais (18%), Goiás (14%), Santa Catarina (1,5%) e Distrito Federal (0,5%). Cerca de 54,6 milhões de pessoas vivem na região - 90% em áreas urbanas. Na Região há grandes cidades, como: São Paulo, Brasília, Curitiba, Goiânia, Campinas, Campo Grande e Uberlândia.

O crescimento de grandes centros urbanos, como São Paulo, Curitiba e Campinas, em rios de cabeceira, tem gerado uma grande pressão sobre os recursos hídricos. Isso ocorre porque, ao mesmo tempo em que aumentam as demandas de água, diminui a disponibilidade do recurso em virtude da contaminação por efluentes domésticos, industriais e drenagem urbana.