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ANA e SSE divulgam nota conjunta sobre o Sistema Cantareira

por ASCOM/ANA publicado 28/01/2010 23h00, última modificação 14/03/2019 16h39
Ao fim da reunião de hoje (29/01/2010), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), para avaliar a situação das represas do Sistema Cantareira, em São Paulo, e definir diretrizes para o atual período chuvoso, a ANA e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo informam que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vem mantendo vazões descarregadas que não ultrapassam as capacidades das calhas dos rios no trecho imediatamente a jusante das barragens.
Ao fim da reunião de hoje (29/01/2010), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), para avaliar a situação das represas do Sistema Cantareira, em São Paulo, e definir diretrizes para o atual período chuvoso, a ANA e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo informam que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) vem mantendo vazões descarregadas que não ultrapassam as capacidades das calhas dos rios no trecho imediatamente a jusante das barragens.

As chuvas ocorridas nos meses de dezembro e janeiro na região foram as maiores registradas em 70 anos da série histórica, sendo as máximas observadas de 418,8 mm e 450,3 mm (até 29/01), respectivamente, enquanto as máximas observadas, até então, para os mesmos meses eram de 415,3 mm (1986) e 410,4 mm (2003).
 
A partir de 18 de dezembro de 2009, as vazões descarregadas pelo reservatório Jaguari foram aumentadas progressivamente, atingindo 110 m3/s no dia de hoje. As vazões descarregadas pelas represas Cachoeira e Atibainha também foram aumentadas, a partir de 20 de dezembro de 2009, atingindo um total de 18 m3/s, em 3 de janeiro, e assim devem permanecer nos próximos dias.

Nesse mesmo período, as vazões máximas descarregadas foram, em média, sempre inferiores às afluentes, contribuindo para atenuar as inundações nas regiões situadas abaixo das represas.

É importante ressaltar que após longos períodos sem vertimentos de represas há uma tendência de ocupação das áreas ribeirinhas, como ocorreu na bacia do rio Piracicaba, cujas represas não vertiam há mais de 10 anos, agravando os impactos das enchentes.

A ANA e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo decidiram fortalecer o trabalho conjunto, incorporando novos pontos de monitoramento, análise e controle de cheias na bacia do Piracicaba, visando ao aprimoramento da operação do Sistema Cantareira.

Será elaborado um plano de trabalho conjunto com o objetivo de propor ações para aperfeiçoar a gestão de eventos críticos. Esse plano de trabalho deverá contar com a participação dos Comitês de Bacia envolvidos.
 
Todo o esforço está sendo feito neste período de eventos críticos para minimizaros efeitos de enchentes para a população da região.