Você está aqui: Página Inicial > Notícias antigas > ANA defende estudo de hidrelétricas por bacias

ANA defende estudo de hidrelétricas por bacias

por ANA / Diário do Pará publicado 29/04/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h41
O diretor-presidente, Vicente Andreu, e o superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas, Ney Maranhão, participaram de audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, sobre as “Ações Compensatórias pelas Usinas do Rio Madeira e a Utilização dos Recursos Hídricos na Amazônia”.

O diretor-presidente,  Vicente Andreu, e o superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas, Ney Maranhão, participaram de audiência pública na Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, sobre as “Ações Compensatórias pelas Usinas do Rio Madeira e a Utilização dos Recursos Hídricos na Amazônia”.

Andreu defendeu que os empreendimentos na Bacia Amazônica sejam feitos de forma integrada e não de forma isolada, como têm sido feitos. Na sua avaliação, isso colaboraria para uma visão regional com ganhos para o desenvolvimento, meio ambiente e economia da região.

“Fazer leilões por bacias hidrográficas, dentro do mesmo bioma, reflete não apenas no meio ambiente, mas na economia e pode acelerar os licenciamentos”, disse. Segundo ele, conduzir o processo preparatório para a construção das usinas de forma integrada pode evitara a fragmentação do bioma e dar uma abordagem sistêmica ao projeto.

Ele também sugeriu que as compensações sejam destinadas diretamente às áreas de proteção e indígenas localizadas ao redor dos empreendimentos hidrelétricos.

Também participaram da audiência pública o diretor de Licenciamento do Ibama, Guilherme Almeida; o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Consórcio de Energia Sustentável do Brasil, Antonio Luiz Abreu Jorge; e o diretor Estatutário da Hidrelétrica Santo Antonio, Carlos Hugo Annes Araújo. Os representantes do consórcio e de Santo Antonio apresentaram o plano de ações compensatórias de saúde, educação, meio ambiente, urbanização  e infraestrutura para as regiões afetadas pela construção das usinas do rio Madeira, Jirau e Santo Antonio.

Maranhão apresentou as características hídricas das bacias Amazônicas e do Tocantins-Araguaia e lembrou que a ANA realiza estudo sobre a margem direita do rio Amazonas. Ele destacou o potencial da região e falou sobre os problemas que precisam ser enfrentados e sobre a necessidade de fortalecer institucionalmente os órgãos regionais e ter um modelo de desenvolvimento sistêmico para a região.

“Cerca de 40% dos cinco milhões de habitantes da região são populações ribeirinhas que não possuem sistema de saneamento encanado. É um paradoxo que ao lado de rios na Amazônia essas pessoas não tenham água em casa”, disse Maranhão.  (As informações são da ANA)

Texto:ANA / Diário do Pará