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Água poluída mata mais que guerras

por Fonte: Jornal do Brasil publicado 23/03/2010 00h00, última modificação 14/03/2019 16h40
O consumo e o uso de água não tratada e poluída matam mais do que todas as formas de violência, inclusive guerras, segundo relatório divulgado ontem, no Dia Mundial da Água, em Nairóbi, no Quênia, na África.
O consumo e o uso de água não tratada e poluída matam mais do que todas as formas de violência, inclusive guerras, segundo relatório divulgado ontem, no Dia Mundial da Água, em Nairóbi, no Quênia, na África.

BRASÍLIA
O documento intitulado Água Doente foi elaborado pelo Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas. O estudo afirma que pelo menos 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade morrem por ano em decorrência da “água doente”. Por isso, alerta para a necessidade de
adoção de medidas urgentes em quase todo o mundo.
No Brasil, mais de 17 milhões de pessoas não têm acesso à água potável.
 
Apesar do déficit, o principal desafio do país é a qualidade da água oferecida e não a quantidade, avalia o diretor da Agência Nacional De Águas (ANA), Paulo Varella.

– A questão da quantidade tem sido mais bem enfrentada.
Mesmo no Semiárido, hoje os problemas estão sendo resolvidos, com grandes canais, grandes açudes. No Sul e Sudeste, a questão da qualidade sempre apareceu como o grande problema e no Nordeste começa a preocupar. Os açudes começam a eutrofizar (quando plantas aquáticas
crescem excessivamente, comprometendo o uso da água) um pouco mais, começam a ter problemas – apontou Varella.

Levantamento da agência realizado em mais de 2 mil pontos de monitoramento em 17 unidades da Federação revelou resultado ótimo em apenas 9% dos pontos. Cerca de 70% têm Índice de Qualidade da Água (IQA) considerado bom; 14%, razoável; 5%, ruim; e 2%, péssimo. O IQA considera níveis de coliformes fecais, temperatura, resíduos e outros aspectos.

– Junto das grandes metrópoles, onde há gente demais, mesmo onde tem água, a situação fica complicada. É preciso ter investimentos e uma gestão muito adequada – explicou o diretor.
 
 
Texto:Fonte: Jornal do Brasil