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Agência Nacional de Águas e governo de SP fazem plano para minimizar enchente

por Fonte: G1 (18h49) publicado 28/01/2010 23h00, última modificação 14/03/2019 16h39
A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo vão elaborar um plano de trabalho conjunto para aperfeiçoar a gestão de eventos críticos e minimizar os efeitos de enchentes para a população de São Paulo.

Novos pontos de monitoramento de cheias em SP serão criados. Orgãos dizem que ocupação de encostas agravam transbordamentos

Da Agência Estado

A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Secretaria de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo vão elaborar um plano de trabalho conjunto para aperfeiçoar a gestão de "eventos críticos" e minimizar os efeitos de enchentes para a população de São Paulo. Segundo nota divulgada nesta sexta-feira (29) pelos dois órgãos, o trabalho será reforçado com a criação de novos pontos de monitoramento e controle de cheias na bacia do rio Piracicaba, para aprimorar a operação do sistema de represas da Cantareira.

A nota, assinada pelo presidente da ANA, Vicente Andreu, e pela secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Dilma Pena, informa que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) "vem mantendo vazões descarregadas que não ultrapassam as capacidades das calhas dos rios" no trecho logo abaixo das barragens.

A agência e a secretaria lembram que as chuvas dos meses de dezembro e janeiro na região foram as maiores registradas em 70 anos da série histórica para o período.

Os dois órgãos informam que as vazões do reservatório Jaguari foram aumentadas progressivamente, a partir de 18 de dezembro, e atingiu hoje 110 metros cúbicos por segundo. Já as vazões das represas Cachoeira e Atibainha também foram aumentadas, a partir de 20 de dezembro, e chegaram a 18 m³/s, no dia 3 de janeiro, volume que deve permanecer nos próximos dias.

A nota afirma que o volume liberado na vazão neste período foi, em média, sempre inferior à quantidade de água que chegou às represas, "contribuindo para atenuar as inundações nas regiões situadas abaixo das represas".

O documento diz ainda que, depois de longos períodos sem transbordamentos, há uma tendência de ocupação das áreas ribeirinhas. E que foi isso o que ocorreu na bacia do rio Piracicaba, cujas represas, segundo a nota, não transbordavam há mais de 10 anos, agravando os impactos das enchentes.


Texto:Fonte: G1 (18h49)