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Agência Nacional das Águas pretende instalar sala de situação em Alagoas

por Fonte: Agência Alagoas publicado 13/07/2010 00h00, última modificação 15/03/2019 09h19
O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Alex Gama, esteve reunido na segunda-feira, 12, com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) – que irá dispor de 20 técnicos de nível superior – e do grupo Lactec, uma associação civil de direito privado com sede em Curitiba - Paraná.
Sala iria dinamizar o fornecimento de informações para agir em momentos de crise
 
Aurélio Novaes
 
O secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Alex Gama, esteve reunido na segunda-feira, 12, com representantes da Agência Nacional de Águas (ANA), da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) – que irá dispor de 20 técnicos de nível superior – e do grupo Lactec, uma associação civil de direito privado com sede em Curitiba - Paraná. O efetivo disponibilizado vai auxiliar nos serviços de reconstrução das cidades alagoanas atingidas pelas chuvas.
 
O secretário Alex Gama apresentou o plano de ações discutido em parceria com o estado de Pernambuco, o qual prevê, de imediato, o zoneamento das áreas de inundação e de restrição de ocupação. “Fazer um levantamento da linha d’água nas cidades atingidas é uma necessidade iminente, para que as famílias não voltem a construir em áreas de risco”, ressaltou.
 
Em médio prazo, o plano contempla estudos, planejamentos e obras com ações não-estruturais – a exemplo de projetos de obras hidráulicas para conter as cheias e um sistema de alerta geral para as bacias hidrográficas – e estruturais, como a construção de barragens e diques. Todos os projetos, segundo Alex Gama, serão executados pelos estados em parceria com instituições federais.
 
O superintendente de Usos Múltiplos da ANA, Joaquim Gondim, apresentou e propôs a estruturação de uma ‘sala de situação’ em Alagoas, a exemplo do que já ocorre na ANA e em instalação por outros estados. Segundo ele, a sala serviria para reunir informações que ajudariam o grupo formado a dispor, mais rapidamente, de meios para agir em momentos de crise. A Agência Nacional de Águas fomentaria a operacionalização da sala.
 
Gondim apresentou uma proposta que contempla a realização de estudos para concepção de um sistema de intervenções estruturais, como o que existe na bacia do Rio Capibaribe que hoje protege a região metropolitana de Recife de inundações.
 
O sistema mescla ações de abastecimento e de controle de cheias. O modelo poderia ser aplicado em Alagoas e Pernambuco, nas bacias dos rios Mundaú e Paraíba, com a priorização da função de controle de cheias. Outros pontos propostos foram as diretrizes para a reconstrução de pontes e a melhoria do sistema de alerta hidrológico.
 
Segundo o superintendente, a frequência e a intensidade de eventos extremos no Brasil têm aumentado ao longo do tempo. No primeiro semestre desse ano, a maioria das portarias emitidas, 1.028 no total, se refere a eventos relacionados às chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, etc. Um recorde em desastres naturais em municípios brasileiros.
 
A reunião da segunda-feira, de acordo com secretário Alex Gama, foi uma espécie de nivelamento de informações para as ações que serão efetuadas a fim de minimizar o sofrimento de milhares de famílias desabrigadas ou desalojadas.
 
A preocupação do secretário, nesse momento, é com a rapidez e a agilidade com que isso será colocado em prática. A dinâmica dessas iniciativas será discutida num encontro que acontece nesta terça-feira, 13, no salão Aquatune do Palácio República dos Palmares. A reunião será coordenada pelo Ministério das Cidades e pela secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico.
 
Texto:Fonte: Agência Alagoas