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Agência e Projeto Rios Voadores realizam workshop em Brasília

por ASCOM/ANA publicado 18/03/2008 00h00, última modificação 14/03/2019 16h35
Evento discutirá os resultados iniciais e apresentará um resumo das atividades realizadas até o momentoNa semana em que se comemora o Dia Mundial da Água, o projeto Rios Voadores fará o primeiro grande evento do semestre: um workshop no dia 19 de março (quarta-feira), em que a re
Evento discutirá os resultados iniciais e apresentará um resumo das atividades realizadas até o momento

Na semana em que se comemora o Dia Mundial da Água, o projeto Rios Voadores fará o primeiro grande evento do semestre: um workshop no dia 19 de março (quarta-feira), em que a renomada equipe de cientistas apresentará os resultados preliminares das amostras coletadas, desde o início do projeto em junho de 2007. O evento está sendo organizado pela Agência Nacional das Águas (ANA) em parceria com o projeto Rios Voadores, patrocinado pela Petrobras, e acontecerá na sede da própria ANA, em Brasília. Os cientistas junto com o idealizador do projeto Gérard Moss estarão disponíveis para atender a imprensa às 14h.

Além da apresentação dos resultados iniciais, cada cientista terá a oportunidade de explicar o trabalho e as pesquisas que vêm sendo feitas a partir do projeto. Serão apresentados temas como "Fluxos de vapor d'água na América do Sul", "Revisão de Isótopos de vapor d'água" e "Metodologia de coleta nos vôos e laboratorial".

A última expedição, realizada no início de fevereiro, foi um verdadeiro sucesso. O objetivo foi alcançado com êxito, pois, pela primeira vez, percorreu-se a mesma trajetória de uma corrente de ar específica, ou seja, um "rio voador". Coletando amostras de vapor d'água a bordo do monomotor, o piloto Gérard saiu de Belém (PA), passou por Santarém (PA), Manicoré (AM), Porto Velho (RO), Vilhena (RO), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS) e finalmente chegou a Piracicaba (SP). De acordo com o piloto, o caminho percorrido pode confirmar uma das principais hipóteses do projeto: a umidade que sai da Amazônia se espalha pelo resto do Brasil e é responsável para uma parte das chuvas na região sul do país.

No workshop estarão presentes os cientistas Dr. Enéas Salati, Dr. José Marengo, Dr. Marcelo Moreira, Dr. José Marques, Dra. Eneida Salati e Dr. Jean Pierre Ometto.

Na ocasião, eles abordarão os resultados obtidos até o momento, a partir da análise e discussão de três linhas principais: análise de rádio sondagem na América do Sul; estudo inédito das composições isotópicas de rios, chuvas e vapor d'água; e o acompanhamento dos fluxos de vapor d'água. "Essas três linhas devem se cruzar e assim identificar a origem e a história dos vapores d'água. De onde vêm e para onde vão", explica o cientista Enéas Salati.

Para ele, o evento é muito importante, pois é a primeira vez que se une cientistas de diferentes áreas para discutir esse assunto. "Teremos cientistas especializados em isótopos, hidrologia, meteorologia, ecologia, entre outros", salienta.

Conheça o projeto Rios Voadores

De acordo com o cientista brasileiro Enéas Salati, coordenador científico do projeto, cerca de 40% da umidade presente no Sul e Sudeste vem da Amazônia. Os chamados "Rios Voadores" são essas correntes de ar que carregam umidade do Norte ao Sul do Brasil.

Estimativas divulgadas recentemente pelo INPE informam que entre agosto e dezembro de 2007, o desmatamento da região somou 3.235 km2, podendo ter chegado a ordem de 7.000 km2. Essa crescente devastação das florestas e queimadas vem preocupando especialistas ambientais, pois podem afetar o regime de chuvas da própria Amazônia e de outras regiões brasileiras para onde a umidade é transportada.

O objetivo é aprofundar os estudos sobre o transporte de vapor d'água da bacia Amazônica para outras regiões, especialmente do território brasileiro, procurando responder como o desmatamento da Amazônia afetará o clima no resto do país, de que forma essa degradação afetará as chuvas das regiões Sudeste e Sul, de maior produção de energia hidroelétrica (onde se concentra o maior PIB do país) e como essa umidade chega do norte ao sul do Brasil.

A idéia do piloto Gérard Moss, idealizador do projeto, é fazer um vôo de coleta de amostras por mês até a conclusão do projeto, no final do ano. Para isso, o avião dispõe de um equipamento capaz de captar o ar ambiente. Assim que é coletado, esse ar é direcionado a um tubo de vidro que é resfriado para condensar a umidade numa gotinha de água no tubo. A análise posterior dessa água procura definir a procedência da massa de ar amostrada.

Segundo Salati, a importância de se estudar os "rios voadores" vem da grande quantidade de vapor d'água transportado por eles, volume que pode ultrapassar a vazão de todos os rios do Centro-Oeste ou até ter a mesma ordem de grandeza da vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s). Os efeitos extremos das mudanças climáticas podem variar desde alagamentos até o início de um processo de desertificação do estado de São Paulo.

A expedição "Rios Voadores" é uma extensão do projeto Brasil das Águas que, desde 2003, tem como patrocinador master, a Petrobras, dentro do Programa Petrobras Ambiental. Conta também com a parceria da Agência Nacional de Águas, BR Aviation e Chubb Seguros. Para mais informações acesse o site: www.riosvoadores.com.br.

Contatos

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Assessoria de Imprensa do projeto Rios Voadores
Frederico Schlottfeldt
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