No
Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento
Sustentável do Sistema Aqüífero Guarani está
previsto o desenvolvimento de um sistema de informações
integrado e orientado ao gerenciamento do Sistema Aqüífero
Guarani como um todo e das quatro áreas dos projetos-pilotos
().
A iniciativa pioneira deverá integrar os países
e as diversas unidades federadas diretamente envolvidas em uma
rede de monitoramento, visando fornecer subsídio à
gestão sistêmica, integrada e participativa dos recursos
hídricos.
Os dados serão fornecidos basicamente pelos poços
já existentes, que deverão ser devidamente aparelhados.
Espera-se que o sistema de informações do Guarani
venha contribuir para o desenvolvimento dos sistemas existentes
e servir de modelo referencial para a inserção das
águas subterrâneas nos sistemas de informações
de recursos de aqüíferos e hídricos, especificamente.
Breve Histórico sobre o Sistema de Informações
no Brasil
Os
primeiros levantamentos de dados hidrológicos e seu processamento
no Brasil tiveram início há mais de cem anos, quando
foram instaladas as primeiras estações pluviométricas
com medições regulares.O início da organização
da rede hidrometeorológica deu-se em 1920 na bacia do rio
Paraíba do Sul. A primeira base de dados nacional foi elaborada
pela Divisão de Águas do Ministério da Agricultura.
O Departamento Nacional da Produção Mineral - DNPM
deu continuidade ao sistema e descentralizou a coleta de dados
por seus diversos distritos, a partir de 1940. A rede passou ao
Departamento Nacional de Águas e Energia, posteriormente
denominado Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica,
em 1965, que reuniu os dados e constituiu o sistema de informações
hidrológicas computadorizado, em 1973. A Agência
Nacional de Energia Elétrica implementou uma série
de rotinas específicas e criou o HidroWeb. A Companhia
de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM tem sido a operadora da
rede hidrometeorológica nacional desde 1970.
De
forma a reunir, divulgar e atualizar o acervo de dados e informações
sobre os recursos hídricos no país foi instituído
o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos
Hídricos - SNIRH, em 1988. A Agência Nacional de
Águas - ANA, que é o organismo responsável
pela implementação do SNIRH, desenvolveu a interface
do , de forma a tornar o Sistema amplamente acessível
aos usuários. Os Sistemas Estaduais de Informações
de Recursos Hídricos deverão estar conectados ao
HidroWeb dentro de uma filosofia de descentralização
e integração.
As
informações sistematizadas sobre águas subterrâneas
no Brasil ainda são escassas e, quando existentes, atomizadas
e dispersas. De forma a preencher parte da lacuna existente, a
CPRM desenvolveu o
(Sistema de Informações de Águas Subterrâneas)
para o país e alguns estados especificamente e o DNPM desenvolveu
o ,
para acompanhamento de processos de águas minerais, termais
e potáveis de mesa.
O
primeiro Sistema de Informações de Águas
Subterrâneas (SIDAS) foi desenvolvido pelo Departamento
de Águas e Energia Elétrica do Estado de São
Paulo (DAEE) em 1972, porém o processo de alimentação
e consulta é ainda via terminal específico. O sistema
está sendo reestruturado e o SIDAS será parte integrante
de um sistema georreferenciado (GISAT) via Internet, com previsão
de lançamento para março de 2003. Os dados do sistema
de informações existente dos poços do Estado
do Paraná estão sendo consistidos pela Superintendência
de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (SUDERHSA)
e deverá integrar o Sistema de Informações
Geográficas para Gestão de Recursos Hídricos
do Paraná, com interface Internet, prevista para ser lançada
em maio de 2003. Fora da área do aqüífero Guarani
sistemas de informações de águas subterrâneas
foram desenvolvidos nos Estados de Pernambuco e Bahia. Mais recentemente,
a CPRM tem desenvolvido bases e sistemas de dados em colaboração
com os Estados do Ceará, Alagoas e Sergipe, dentre outros.
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