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Brasil Agora
Rede de laboratórios será criada para monitorar
a qualidade da água
17:35
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio - O gerente de Monitoramento de Fiscalização
da Agência Nacional de Águas (ANA), Gustavo Carneiro,
informou à Agência Brasil que a rede de laboratórios
que será criada para atender ao Programa de Acreditação
de Laboratórios de Análises da Qualidade da Água,
resultado de parceria entre a Agência e o Inmetro, vai servir
de suporte às ações da ANA, embora não
elimine a existência de problemas enfrentados pelo órgão
no dia-a-dia no segmento água.
Os laboratórios acreditados vão subsidiar
as ações, incluindo sanções contra infrações
pelo mau uso da água no que se refere à violação
de padrões de qualidade exigidos. Carneiro lembrou que essas
ações são realizadas em conjunto com órgãos
ambientais locais gestores de recursos hídricos e de meio
ambiente. “Então, será uma atividade de suporte
que vai subsidiar nossas ações para a correta análise
do atendimento, ou não, de padrões de qualidade de
água, tanto para efluentes como para os próprios corpos
receptores”, explicou.
Gustavo Carneiro relatou que a ANA tem deparado
com cenários diversos no País em termos de problemas
de contaminação e de poluição em que
o monitoramento é feito de forma inadequada. Os laboratórios
capacitados para quantificar ou qualificar o teor e o tipo de degradação
não atendem às necessidades, o que dificulta a medição
das cargas poluidoras. Citou nesse sentido o problema do saneamento
básico em que a maior parte dos efluentes é lançada
in natura nos corpos hídricos.
Desde a criação da ANA, no ano 2000,
o foco prioritário dos trabalhos desenvolvidos em conjunto
com o usuário da água tem sido a prevenção
e não a punição, informando-o sobre o arcabouço
legal, como deve se enquadrar, o que deve ser feito para a regularização
da situação, solicitando a outorga, ou autorização,
de direito do uso da água tanto para captação
como para lançamento, revelou.
Gustavo Carneiro informou que a maior parte do
usuário de água no Brasil não tem o seu uso
regularizado, até por uma questão histórica,
conjuntural. "Daí, não adiantar sair aplicando
multas ou penalizando todo usuário de água pelo fato
de, não tendo a outorga, ser considerado um infrator".
O trabalho da ANA tem cunho educativo e preventivo, frisou Carneiro.
Admitiu, por outro lado, que no caso de resistência à
adequação ao sistema, a Agência age com firmeza,
aplicando sanções necessárias. “A princípio,
porém, a gente não considera o usuário de água
como infrator porque a maior parte deles não tem o uso da
água regularizado”.
20/06/2004
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