:: Mais barreiras à venda de aço Gazeta Mercantil, 30 de setembro de 2002
Por: Pedro Lobato e Lívia Ferrari
Belo Horizonte e Rio - EUA acusam de dumping e subsídio as exportações de laminados a frio. Os produtos siderúrgicos brasileiros enfrentam a ameaça de novas barreiras tarifárias nos Estados Unidos (EUA), além da salvaguarda de 30% adotada em março.
Uma investigação do Departamento de Comércio dos EUA afirma que a Usiminas e a Cosipa praticam "dumping" de 33,88% nas exportações de laminados a frio.
As duas empresas também teriam sido beneficiadas com subsídios de 13,99%. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) escapa da acusação de "dumping", mas, segundo o Departamento de Comércio, receberia subsídios de 7,99%.
Siderúrgicas de outros 14 países estão sendo acusadas de prática de "dumping" e subsídios no segmento dos laminados a frio. A aplicação das sobretaxas depende agora da decisão da Comissão Internacional de Comércio (ITC) dos EUA. O órgão tem até 7 de novembro para julgar se as apurações são procedentes e se as eventuais práticas causam danos à indústria local. Executivos da Usiminas disseram, contudo, que há entre os importadores americanos a expectativa de que a ITC negue a existência de danos à siderurgia daquele país.
Na semana passada, siderúrgicas de todo o mundo, inclusive do Brasil, se comprometeram na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a tentar eliminar os subsídios.
As empresas apoiaram a proposta de criação de normas comuns bastante rígidas contra as práticas de subsídio. A sugestão pode ser ratificada numa reunião em dezembro.